Fábio Gusmão, editor da Editoria Rio dos jornais OGlobo, Extra e Revista Época, participa da live da Unigranrio sobre ‘Jornalismo, inovação e possibilidades’

Assessor de imprensa da Unigranrio: Alberto Corona, Email: imprensa@unigranrio.com.br

Fábio Gusmão, editor-Rio dos jornais OGlobo, Extra e Revista Época

Bastidores da notícia! Fábio Gusmão, editor da Editoria Rio dos jornais OGlobo, Extra e Revista Época, participará da live da Unigranrio, dia 25 de maio, às 19h, direto do Canal Unigranrio/YouTube. O tema de sua palestra será “Jornalismo, inovação e possibilidades”, quando abordará projetos atuais coordenados por ele, a exemplo de ‘Fato ou Fake’, ‘Consórcio de veículos contra a Covid-19’, além dos temas jornalismo digital, inovação, investigação digital, redes sociais e tecnologias que mudam o cenário jornalístico atual. Fábio foi um dos pioneiros do fact-checking no Brasil, quando criou o case #éboato #éverdade. Ele foi vencedor de vários prêmios, mas destacamos aqui Prêmio Esso de Reportagem e menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos.

Saiba mais sobre Fábio Gusmão

Fábio atua há mais de 25 anos como jornalista, com histórico de sucesso em sua trajetória profissional. Seu currículo é extenso e carregado de certificações e prẽmios importantes, como MBA em Administração pela Coppead-UFRJ e Prêmio Esso de Reportagem (considerado o mais tradicional programa de reconhecimento do trabalho dos profissionais de imprensa no Brasil), em 2005. Lembramos ainda do Prêmio Embratel de Reportagem (2005), XXII Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo (2005), Tim Lopes de Jornalismo Investigativo (cinco anos consecutivos) e menção honrosa no XXVII Prêmio Vladimir Herzog.

Fábio Gusmão: jornalista forjado em inovação, qualificação e direitos humanos

Fábio também foi consultor digital no Sistema Globo de Rádio (SGR), onde colaborou na implantação do WhatsApp para comunicação e relacionamento nas rádios CBN, Rádio Globo e Beat98 e, ainda, na Even Construtora e Incorporadora. Em 2014, Fábio recebeu convite do escritório da ONU sobre drogas e crimes (UNODC – África ocidental e Central) para apresentar a Rede Narcosul (formada por jornalistas da América Latina), criada por ele. Fábio ficou em 1º lugar na categoria Inovação com o projeto ‘Repórter 3G, na redação do Jornal Extra. Em 2009 foram produzidos cerca de mil vídeos em toda a redação, lembrando que no ano anterior foram produzidos apenas 120 vídeos.

Entrevista com Fábio Gusmão, direto da redação do jornal OGLOBO

A internet e demais tecnologias estão mudando o modo de fazer jornalismo?

Fábio: “A tecnologia em jornalismo nos obrigou a uma prática diferente, de forma a encurtar caminhos. Atualmente, para conseguir melhores informações e com maior velocidade, usamos também a internet, por ter muito material disponível. Refiro-me, por exemplo, a banco de dados de instituições e governo, onde podemos ter acesso facilmente. Isso foi fundamental para obtermos dados que permitam encontrar diversidade, como pessoas, personagens, histórias e vivências”.

Qual a disciplina que atualmente falta nos cursos de jornalismo?

Fábio: “A academia, digo cursos de jornalismo, precisa ter maior agilidade. É importante que o aluno de jornalismo consiga extrair mais dados da internet, em menor tempo, e fazer com que tenha acesso a mais disciplinas voltadas à produção, como estrutura de roteiros para docs, documentários e podcasts. Nós que trabalhamos em jornalismo ainda passamos por uma transformação muito violenta, visto que o próprio mercado está se adaptando a tudo isso. Mesmo dentro das redações não dispomos de todas as competências desenvolvidas, mas creio que as faculdades de jornalismo vão se adaptar e disponibilizar os avanços tecnológicos em tempo mais razoável”.

Qual o futuro dos jornais impressos e digitais?

Fábio: “Eu entendo que o impresso vai demorar para acabar, mas alguns títulos, sim, porque faz parte de um movimento mundo afora, começando pelas revistas semanais. Os jornais, comparativamente, serão semelhantes aos discos de vinil, porque jornal impresso é uma produção muito cara, com estruturas enormes. O digital ainda levará um tempo para ser totalmente rentável, levando-se em conta que esse ramo de trabalho exige mais do que alta tecnologia, exige bons jornalistas para escrever, para apurar, ter contato com gente entre outros fatores. Com a diversificação que o digital possibilita e a construção de novas competências de jornalistas das redações, creio que serão ofertados mais produtos e, assim, o jornal digital será mais palatável para o mercado publicitário e, consequentemente,  faça com que o negócio não venha somente por meio de assinantes, mas também pelo mercado publicitário”.

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