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Artigos
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QUALIDADE DA ÁGUA DA LAGOA DE MARAPENDI, RIO DE JANEIRO, RJ, BRASIL
Keli Fabiana Sperandio Salgado, Eli Ana Traversim Gomes, Margaretha Van
Weerelt
Palavras-chave
Qualidade da Água, Coliformes.
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Resumo
Lagoas costeiras são ambientes sujeitos a grandes alterações decorrentes de
fatores naturais e antrópicos. Com o aumento da população na Barra da Tijuca Município do Rio de
Janeiro), o desenvolvimento crescente ao redor da Lagoa de Marapendi, fez com que aumentasse a
produção e o despejo de dejetos, e isto vem comprometendo a qualidade sanitária do local. O
objetivo principal deste trabalho foi caracterizar a Lagoa do ponto de vista microbiológico,
obtendo assim, dados sobre as condições sanitárias da água. Foram coletadas 04 amostras de água
superficial no mês de agosto de 2005, 03 em diferentes pontos da lagoa e 01 na praia do Recreio dos
Bandeirantes. As análises de bactérias heterotróficas totais (BHT), coliformes totais (CT),
coliformes fecais (CF) seguiram a metodologia descrita na American Public Health Association. As
contagens encontradas no ponto 1 foram de: 1,42 x 105 UFC/ml BHT, 5,40 x 104 NMP/100 ml CT, 7,90 x
104 NMP/100 ml CF; no ponto 2 de: 1,44 x 104 UFC/ml BHT, 5,40 x 103 NMP/100 CT ml, 3,50 x 103
NMP/100 ml CF; no ponto 3 de: 1,17 x 105 UFC/ml BHT, 9,20 x 104 NMP/100 ml CT, 2,40 x 104 NMP/100
ml CF; e no ponto 4 de: 8, 58 x 101 UFC/ml BHT, 2,30 x 103 NMP/100 ml CT, = 8,00 x 101 NMP/100 ml
CF. Os resultados indicaram que as águas da Lagoa de Marapendi estavam impróprias para o banho, ao
contrário da água coletada na praia do Recreio dos Bandeirantes.
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MICROVARIAÇÕES TEMPORAIS DO PROTOZOOPLÂNCTON NA BAÍA DE GUANABARA (RJ):
COMPOSIÇÃO ESPECÍFICA E DENSIDADE DURANTE O VERÃO DE 2004
Michele de Oliveira Areas, Denise Rivera Tenenbaum, Eli Ana Traversim
Gomes
Palavras-chave
protozooplâncton, composição de táxons, densidade, tropical, Baía de
Guanabara.
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Resumo
Este trabalho, inserido no projeto "Eutrofização em ecossistemas costeiros do
estado do Rio de Janeiro (Efeitos sobre o sistema planctônico)" sob a coordenação do Prof. Jean
Louis Valentin (Departamento de Biologia Marinha/UFRJ), foi realizado com amostras do plâncton de
superfície, coletadas no canal central da Baía de Guanabara, entre os dias 09 e 11 de fevereiro de
2004. O objetivo foi avaliar a densidade celular e a composição de táxons dos organismos que
compõem o protozooplâncton (ciliados loricados, aloricados e outros). As amostras foram analisadas
pela técnica de sedimentação e 64 táxons (32 gêneros, 22 famílias, 13 ordens, 3 classes) foram
encontrados. A densidade total do protozooplâncton foi de 24,84 x 103 cél/L variando entre 2,28 e
4,8 x 103 cél/L (3,1 ± 0,9 x 103 cél/L), sendo 55% correspondente à contribuição dos loricados, 24%
de aloricados e 20% de outros ciliados. Os táxons que se destacaram em densidade e ocorrência
foram: Strombidium sp.15, Tintinnopsis sp.20, Undella sp.26 e Didinium sp.2, porém o de maior
importância foi Undella sp.26 que apresentou a maior densidade (7,45 X 102 cél/L) e esteve presente
em 100% das amostras. Embora o grupo de outros ciliados tenha apresentado o maior número de táxons,
os loricados apresentaram as maiores densidades. A densidade e número de táxons são características
de ambientes costeiros tropicais eutrofizados e altamente dinâmicos pela influência das águas da
bacia de drenagem e da plataforma continental devido a variação de maré.
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