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CONCURSO ESPMU DE MONOGRAFIAS

Cientistas apresentam propostas no Congresso Internacional SHEWC 2008 , na Lapa
22/07/2008 - Texto: assessoria de imprensa: A.E.C. Fotos: João Carnavos

O reitor da Unigranrio, Arody Herdy (ao centro) destacou a importância dos palestrantes, na Lapa

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Dom Mauro, presidente do Conselho Estadual de Segurança Alimentar/MG, abriu o 8º Congresso Mundial de pesquisas Ambientais, Saúde e Segurança - Shewc 2008, na Lapa (RJ), com críticas ao governo brasileiro, em especial ao modelo econômico e aos últimos escândalos financeiros: “Devemos recolocar a economia no seu devido lugar, porque é necessário que os governos tenham critérios éticos, para que se garanta a vida com dignidade e esperança, sem que se corrompa a própria criação”, critica Dom Mauro Morelli. Ele foi o responsável pela palestra “Direito à alimentação e a promoção da sustentabilidade”.

 Responsabilidade social – Dom Mauro Morelli enaltece o trabalho em parceria com a Unigranrio, na Baixada Fluminense, e afirma que para se ter um bom diagnóstico da realidade que nos cerca, à luz das necessidades de energia da família humana, precisamos nos desviar do caminho da economia. “Responsabilidade social nasce do amor ao próximo, da compreensão pelos nossos semelhantes e pela preocupação com a preservação do Planeta. O que rege a humanidade não é o mercado, e sim um povo saudável, vigoroso e inteligente”, ensina Dom Mauro.
 
Saída para cidadania está na interiorização - “A partir dos municípios, acharemos respostas e encaminharemos esses resultados para novas políticas públicas, que se fundamentam no bem comum. Nos meus 15 anos de trabalhos, junto às diferentes esferas do poder, percebi que precisamos ter muita perseverança e paciência, e, com certeza, não temos o direito de desistir, porque está em jogo o futuro da humanidade. Em meio a tanta crise, todos nós precisamos buscar os fundamentos de uma nova civilização”, conclui Dom Mauro Morelli.  
 
O reitor da Unigranrio, Arody Herdy, usou da palavra para reforçar a necessidade de encontros sobre pesquisas: “A Unigranrio e o Rio de Janeiro agradecem a todos os organizadores e congressistas desse evento, que possibilita um intercâmbio com cientistas de vários países, em temas muito relevantes”, ressaltou o reitor Arody Herdy.
 
 Irene Hamrick, diretora do programa de geriatria da Universidade da Carolina do Norte (EUA) – Sua palestra deu um panorama sobre um simulador computadorizado, em 3D, voltado para crianças, idosos e pacientes, onde é possível ver todos os cômodos, instalações, níveis da casa, aparelhos espalhados e, principalmente, saber como transitar com segurança pelos quatro cantos de uma residência. Essa tecnologia é utilizada na Califórnia, para que enfermeiras, fisioterapeutas e assistentes sociais saibam orientar seus pacientes, quando esses profissionais estiverem ausentes. Segundo Irene, o simulador serve tanto para profissionais como familiares. “É uma tecnologia que humaniza e dá qualidade de vida a milhares de pessoas que vivem com seus familiares, ou mesmo sozinhas. É uma janela para a vida”, comenta Irene.
 
Amâncio Carvalho, da Universidade Trás-os-Montes e Alto Douro (Portugal), falou sobre Conhecimentos, valores e práticas de promoção da saúde nos locais de trabalho: “Há necessidade, ainda, de o governo português investir na saúde de profissionais da rede pública. Em Portugal, o médico ainda gosta de ficar no pedestal, dentro do processo corporativista, onde o diálogo provoca atraso em tratamentos de pacientes”, critica Amâncio. Ele analisa que faltam investimentos em mestrados e doutorados, para que haja a quebra de paradigmas, dentro dos ambientes coletivos de trabalho. “Temos mais de 45 mil enfermeiros licenciados em Portugal, além de 3.500 deles formados, a cada ano. Não temos a função de auxiliar de enfermagem, porém, o desemprego já causa imigração para outros países, como Espanha e outros mais”, desabafa Amâncio.
 
Carlos Granjo, também da Universidade Trás-os-Montes e Alto Douro (Portugal), abordou o tema A importância da promoção da saúde nos locais de trabalho: “Com a globalização, tudo mudou na área das políticas de saúde. Países como Portugal, Espanha, Grécia e Itália têm projetos mais realistas na promoção da saúde, em locais de trabalho”, confirma Carlos, que atesta a necessidade de mais investimentos na saúde dos trabalhadores: “Há muitas jogadas políticas e poucos resultados, em detrimento do povo português. A pequena e média empresa é que empregam a maioria da população de nosso país, cuja taxa de desemprego, atualmente, está na casa dos 8%, com incidência maior para os recém-formados”, explica Carlos Granjo.
 
Vítor Rodrigues, Universidade Trás-os-Montes e Alto Douro (Portugal), escolheu um tema complementar a seus colegas: O sistema nacional de saúde português; presente e futuro: “Nos últimos 10 anos, tivemos uma mudança na reorganização do Sistema Nacional de Saúde,  tudo diretamente ligado à rentabilização de recursos, integrado ao papel estratégico da gestão das organizações. Estamos implantando a Unidade da Saúde Familiar (USF), que já existe na Europa - semelhante ao PSF brasileiro -, e contamos com 119 unidades delas, com previsão de 200 unidades, até o final de 2008”, descreve Vítor Rodrigues, que alerta sobre a pirâmide de impostos: “Os portugueses pagam impostos que variam de 20 a 45%, sendo que os profissionais que ganham mais pagam percentuais proporcionalmente aos ganhos financeiros”, enfatiza.
 
 
 
 

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