
Mildred, do 11º período de Medicina,orienta crianças com suspeita de dengue
Veja outras fotos desta matéria
Depois da coleta de cerca de 200 bolsas de sangue para o Hemorio
(campanha Calouro Sangue-Bom), em março, a Unigranrio passa a apoiar a Secretaria Municipal de
Saúde de Duque de Caxias, colaborando no Hospital Infantil Ismélia, com sua força-tarefa composta
por dez médicos e 100 acadêmicos do curso de Medicina. Outros 40 acadêmicos de Farmácia estão na
coleta de sangue, dia e noite, acompanhados por cinco farmacêuticos do Laboratório de Análises
Clínicas da Unigranrio.
Esse trabalho da Unigranrio é pioneiro e reforça sua tese de ir além
da sala de aula, principalmente nessa tarefa humanitária, na luta contra a dengue. A direção dessa
universidade se solidariza com todos, inclusive com as milhares de famílias, nessa que é a pior
epidemia de dengue, em mais de meio século. A dengue já causou a morte de 67 pessoas, cujas
crianças são as principais vítimas. Segundo as estatísticas, mais de 43.000 casos de dengue já
foram confirmados, desde o começo do ano.
Unigranrio instalou analisador hematológico automático no Hospital
Ismélia
- Esse laboratório disponibiliza, a partir desta segunda-feira, um
aparelho analisador hematológico automático, com capacidade de realizar 60 exames por hora, com 18
parâmetros de hemograma, entre eles a contagem de plaquetas. A liberação do resultado dos exames
passará a ser mais rápida, em torno de minutos. O Hospital Ismélia passará a contar com três
equipamentos, podendo gerar até 1.200 resultados de exames por dia.
Medicina e Farmácia atuam juntas
- As amostras sanguíneas de pessoas com suspeita de dengue são
imediatamente analisadas, num laboratório localizado ao lado da sala de coleta de sangue. Esse
trabalho da universidade é realizado em parceria com os funcionários desse hospital
infantil.
Assim que chegamos ao Hospital Ismélia, encontramos a médica e
professora Mônica Paes, da Escola de Medicina da Unigranrio, num setor anexo à sala de coleta de
sangue. Após receber os resultados de exames, ela orienta seus alunos quanto às medidas a serem
adotadas. "Aqui, verificamos se há compatibilidade entre a queixa do paciente e o resultado do
exame, analisado por bioquímicos e farmacêuticos de nossa universidade e da Secretaria municipal de
Saúde. Observamos se os pacientes apresentam febre, dor pelo corpo, enjôo, vômito, diarréia, ou
mesmo coceira", afirma ela.
A Unigranrio atua junto à equipe do Hospital, e os mais de 1.200
exames diários são resultado de coleta de sangue, em situações diversas: coletas iniciais, revisão
de exames de quem está na tenda de hidratação para pacientes com dengue, além daquelas em pacientes
internados nos leitos do Ismélia.
Acadêmica de Medicina, do 11º período, atua com
profissionalismo
- Supervisionada pela médica Mônica, atua a acadêmica Mildred, do 11º
período de Medicina, em plena reavaliação de exames de um paciente com suspeita de dengue. "Estou
otimista e vejo com satisfação este trabalho integrado com os profissionais de Farmácia. Já demos
alta para muita gente, mas há casos de pessoas que precisam ficar em observação", explica
Mônica.
Irmãos com suspeita de dengue são atendidos pela equipe da
Unigranrio
- Rodrigo Ferreira dos Santos, de 10 anos, que chegou com febre e dor
de cabeça, "já está sob nossos cuidados, há uma semana. Sua alta deverá ocorrer, a qualquer
momento", complementa Mildred. Segundo ela, o irmão André Luiz, de sete anos, ainda deverá passar
pelos mesmos procedimentos.
Mãe elogia a eficiência no atendimento
- A mãe dos garotos, Cristiana Monteiro Ferreira, de Duque de Caxias,
é freqüentadora assídua do Hospital Ismélia. "Estou muito feliz, porque as plaquetas de sangue do
Rodrigo voltaram ao normal. Hoje, o atendimento foi melhor, mais rápido, e gostaria de agradecer
aos funcionários da Unigranrio, que são muito educados e eficientes", elogia.
Rodrigo Ferreira está antenado à campanha contra a dengue: "Já
coloquei areia na borda dos pratinhos dos vasos de plantas e tampei várias garrafas, lá em casa",
responde o garoto.
Farmacêutica do laboratório da Unigranrio fica emocionada, após
depoimento no Hospital Ismélia
- Clarisse Macedo Mota, farmacêutica formada pela Unigranrio,
trabalha no laboratório de análises clínicas dessa universidade. Essa profissional cumpre seu papel
social, ao ajudar centenas de pessoas. "Fazer algo pelos mais necessitados é nosso dever, e posso
dizer que o trabalho da Unigranrio é o primeiro oferecido por uma instituição de ensino, em todo o
estado. Depois da triagem médica, nossa equipe consegue coletar sangue, simultaneamente, de oito
pessoas. Em no máximo 40 minutos, os médicos já poderão saber se uma pessoa está com dengue",
declara Clarisse, emocionada.
Acadêmica de Farmácia alistou-se como voluntária
- Vitória Pereira da Silva, acadêmica de 6º período de Farmácia,
optou pelo trabalho voluntário, após receber informação sobre a necessidade de equipes de Farmácia
e de Medicina, no Hospital Ismélia: "Essa experiência é importantíssima para minha vida, tanto
profissional como pessoal. Coletei sangue de várias pessoas e posso imaginar, quando vejo os olhos
aflitos das mães e responsáveis, a preocupação com essa doença, que está tão perto de nós",
cita.
Vice-diretora do Hospital Ismélia, Cecília Nolasco, afirmou que
trabalho de acadêmicos e profissionais da Unigranrio ajuda a diminuir sofrimento e filas
– "O trabalho da Unigranrio tem sido de fundamental importância,
tanto para nós como para os alunos. Isso representa uma troca importante, com vivência única, numa
experiência em situações de epidemia. Para nós do Ismélia, contar com mais mão-de-obra, mais alunos
e professores, diminui a quantidade de pacientes, fazendo com que eles esperem menos", agradece
Cecília Nolasco.
Mesmo no curto espaço dessa conversa com ela, por motivos óbvios,
ficou patente a sua preocupação com os telefonemas, o corre-corre de médicos, enfermeiros, técnicos
e do pessoal administrativo.
Cecília Nolasco fala sobre os percentuais de atendimento no Ismélia e
o aumento dos casos de dengue na Baixada
: "O número de pacientes aumenta, a cada dia, porque recebemos 60%
dos pacientes, vindos do município de Duque de Caxias, sendo que 40% chegam dos municípios de
Belford Roxo, Nova Iguaçu, São João de Meriti e do Rio de Janeiro. Estamos fazendo nosso papel no
combate à dengue, mas há fatores que jogam contra, como a falta de saneamento básico e o aumento do
número de favelas, em todo o estado", conclui Cecília.
Secretário municipal de Saúde Oscar Berro agradece a participação da
Unigranrio
- O secretário municipal de Saúde Oscar Berro faz questão de dar
entrevista para o nosso Portal, durante os trabalhos de nossos acadêmicos e professores, no
Hospital Infantil Ismélia da Silveira: "Seria impossível realizar o trabalho que fazemos no
Hospital Ismélia, sem a presença efetiva da Unigranrio. Agradeço ao reitor Arody Herdy, por contar
com a competência dessa universidade, em especial ao diretor da Escola de Medicina, Francisco
Barbosa, aos alunos e professores dessa escola, além dos envolvidos no trabalho da escola de
Farmácia. Todos vocês têm sido incansáveis no apoio às ações de controle contra a dengue, em nossa
região. A população da Baixada Fluminense ficará eternamente agradecida por todo esse auxílio",
agradece Oscar Berro.