Matrícula    
Cadastre-se
Esqueci a senha
Busca    
 
  Sobre a UNIGRANRIO 
  Reitoria        
  Pró-Reitorias
  Cursos                            
  Formas de Ingresso         
  Atendimento ao Aluno
  Publicações                    
  Responsabilidade Social  
  Eventos  
CONCURSO ESPMU DE MONOGRAFIAS

Unigranrio recebe doações para a Campanha do projeto Escola Cidadã
10/12/2007 - Assessoria de Imprensa

Talento e muita coreografia garantem o sucesso desse grupo

Veja outras fotos desta matéria

Fotos João Carnavos
Mostrando que a solidariedade está presente nas comunidades carentes, a Unigranrio foi palco de uma apresentação, nesta última quinta-feira (6/12), de dez instrumentistas do Batuque & Batucada, todos da comunidade Cinco Bocas, em Brás de Pina, e amparados pelo Instituto Brasileiro de Inovação em Saúde Social (IBISS).
 
A música desse grupo carioca ecoa numa mistura de sons afro-brasileiros, com passagens pelo hip hop e o funk da periferia. Os artistas fizeram um espetáculo solidário para outros irmãos que passam pelas mesmas dificuldades, nas comunidades Beira-Mar e Vila Nova, em Duque de Caxias. O saco de presentes de Papai-Noel será aberto nessas comunidades, onde cerca de 700 crianças aguardam brinquedos, lembranças ou mesmo uniformes (tênis, calça e camiseta), que serão usados por jovens do Projeto Integrar, mantido pela Unigranrio.
 
Apelo: até dia 21 — Uma feliz conspiração humanitária, entre a Pró-Reitoria Comunitária, a Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Relacionamento da Unigranrio, e o DCE, promoveu a tão sonhada solidariedade de final de ano.
 
E como funciona essa ajuda? Cada um pode doar tênis, sapatos, calça jeans e bermudas para o projeto Integrar, até 21 de dezembro. O apelo serve para que empresários, autônomos, funcionários e populares façam esta última boa ação, antes do apito final de 2007. Os postos para coleta de materiais estão nos seguintes locais: em Duque de Caxias, no campus I (Rua prof. José de Souza Herdy, 1.160, bairro 25 de Agosto); no Rio de Janeiro, no campus II/Lapa (Rua da Lapa, 86, Centro); e no campus III, em Silva Jardim. ( BR 101, Km 244, Imbaú).
 
Música transformadora — O evento artístico do Batuque & batucada ocorreu no pátio da Unigranrio, para cerca de 100 pessoas. A música desse grupo tem poder de transformação social e, pelas palavras de sua coordenadora Zinha (formada na primeira turma de Artes Visuais, pela Unigranrio), os jovens estão mudando de vida, longe da influência do tráfico, e já alçam vôos mais distantes, mesmo.
 
Batuque & Batucada: passaporte carimbado em três países da Europa — A garotada, sob o comando do instrutor Wagner Nascimento, já tem cinco anos de história pra contar. Em junho, eles participaram do Festival Mundial de Artes, na Holanda, com suas coreografias, mãos ritmadas e aquele som de levantar toda a tribo de tamancos.
 
Aliás, a moçada tem entre 7 e 17 anos de idade e nunca fora além dos limites da Cidade Maravilhosa. Marcelo Felipe, um dos músicos, vibrou com a decolagem do avião que o levou à Europa: "Cara, essa viagem foi demais. Primeiro pintou aquele medo, mas a zoação foi geral. Difícil mesmo foi encarar a comida de lá. Galinha com pasta de amendoim não quero mais, fora. A Zinha nos tirou do sufoco, quando rolou aquele rango esperto, cheio de macarrão", disse o garoto que toca surdo no Batuque.
 
Coordenadora do IBISS formou-se  em Artes Visuais, na Unigranrio — Segundo Zinha, os meninos passaram mal, mesmo, porque bebiam muito um tal de chocomelk. "Eles tocaram em 20 cidades da Holanda, duas na Bélgica e uma na Alemanha. Atuo há 12 anos no IBISS e, depois de formada na Unigranrio, pude investir o aprendizado no dia-a-dia dos meninos, em trabalhos reciclados em CDs e pinturas sobre matérias. A comunidade de Brás de Pina tem orgulho dessa geração de músicos, que - tal como o AfroReagge - vira referência junto aos menores", revela.
 
Convites — Aqui no Brasil, de volta da viagem, começaram os convites para que o Batuque & Batucada desse seu ar da graça, em lugares consagrados. A convite da OAB, já estiveram no Canecão, durante uma homenagem a Chico Buarque de Hollanda, além de uma festa de aniversário, na Fiocruz.
 
Projeto Brás de Pina promove bazar — Hoje, os jovens trabalham em outros cenários do Projeto Brás de Pina, constroem seus próprios instrumentos, embora os recebam do IBISS. Zinha informa que na comunidade existe um bazar que vive de doações de moradores e de trabalhadores da região: "Recebemos calçados, móveis, livros, discos, bijuterias, calçados, que são repassados aos mais necessitados".
 
Órfãos de pai — Note-se que a maioria dos meninos é órfã de pai, reflexo do tráfico e da banda podre da polícia. Muitos dos moradores, e até familiares do Batuque, não têm condições de pagar por uma casa. Segundo pesquisa do IBISS, meninos que residiam em áreas de risco, cujas famílias saíram de casa por medo de tiroteios e de balas perdidas, são 24% do total de moradores: um êxodo que sufoca e causa indignação. O jovem envolvido em conflito, hoje, contrasta com os pacatos meninos do passado, já que as facções investem nos erros e nas lacunas deixadas por pais, mães e responsáveis.
 
Faça a sua parte : colabore com os mais carentes. Ainda dá tempo!

Nossos E-mails e Telefones

© 2005, 2006, 2007. Todos os direitos reservados à UNIGRANRIO.