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CONCURSO ESPMU DE MONOGRAFIAS

Palestra sobre diabetes em animais movimenta o campus
04/04/2008 - Texto e fotos: assessoria de imprensa/A.E.C.

Alunos da Unigranrio comparecem à palestra sobre diabetes

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A Escola de Medicina Veterinária da Unigranrio realizou, nesta ultima quarta-feira, dia 2 de abril, a palestra "Diabetes mellitus em animais de estimação", no auditório do campus I, em Duque de Caxias. O médico veterinário Luiz Augusto de Carvalho, um dos principais especialistas brasileiros no tratamento de animais diabéticos, e presidente da Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais/RJ (Anclivepa), foi o palestrante desse tema. Tereza Vasconcelos, Cristiane Milward e Ana Lúcia Crissiúma Juppa, professoras da Escola de Medicina da Unigranrio, também participaram desse encontro. Cerca de 200 acadêmicos conferiram os ensinamentos sobre o tema proposto e a carreira de médico veterinário. Silas Herdy e Irineu Machado Benevides Filho, respectivamente, diretor e coordenador do curso de Medicina Veterinária da Unigranrio, promoveram essa palestra.
 
Diabetes mellitus em animais de estimação – Segundo Luiz Augusto, "esse tipo de diabetes é um dos mais comuns em animais de estimação, em todo o Brasil. Caracteriza-se pela ausência parcial ou total, de insulina, na atividade celular". O aumento da glicemia leva às manifestações clínicas que caracterizam a diabetes. Mesmo em casa, os responsáveis por animais devem ficar atentos a vários sintomas que caracterizam essa doença: aumento na ingestão de alimentos (polifagia), aumento de volume urinário (poliúria), aumento na ingestão de água (polidipsia), além de perda de peso. Infecções de pele e surgimento de catarata bilateral também são comuns em animais diabéticos, explica Tereza Vasconcelos, professora de Medicina Veterinária da Unigranrio.
 
Início de diabetes em cães - na maioria dos casos, a diabetes ocorre a partir de um ano e meio de vida - Luiz Augusto de Carvalho, ou simplesmente Perna, como é conhecido no mundo da veterinária, projetou algumas fotos de cachorros portadores de diabetes mellitus. As imagens impressionam, principalmente quando Perna mostra a situação de um cão da raça poodle, já sem as duas pernas e com lesões avançadas. "Mostro isso a vocês, com objetivo de chamar a atenção para o tratamento adequado, e principalmente no momento certo. Recomendo associação de insulinoterapia, exercícios e dieta. Não se deve utilizar hipoglicemiantes orais em cachorros", recomenda Luiz Augusto. Ele informa que o surgimento de diabetes em cães ocorre, na maioria dos casos, a partir de um ano e meio de vida. Quanto à hereditariedade, Perna explica que, nos cães, isso é descartável.  
 
Veterinário 1001 utilidades está em extinção - Perna utiliza-se de um jargão muito famoso, relacionado ao produto da Bombril, que era empregado para limpar louças, vidros, ferragens, azulejos, entre outros: "Acabou a época do veterinário 1001. Hoje há especializações em diversas áreas, o que torna o atendimento melhor, com maior satisfação da clientela. Estamos aqui para lapidar os acadêmicos, dando-lhes o melhor caminho dentro da profissão que escolheram", ensina.
 
Cães não precisam variar alimentação – os responsáveis por cães devem ficar atentos à procedência de rações, na hora da compra. "A escolha da marca deve ser acompanhada de orientação de um médico veterinário. Ao contrário do que a maioria das pessoas acham, cachorro pode passar a vida inteira com o mesmo tipo de ração, porque esse animal quase não sente gosto. Daí, a possibilidade de vir a enjoar, pela repetição de uma ração, é mínima", orienta Perna.  
 
Várias espécies de animais apresentam diabetes - A professora Cristiane Milward, também da Escola de Medicina Veterinária da Unigranrio, afirma que "além de cães e gatos, várias espécies de animais podem ter diabetes. Há casos relatados em aves, primatas, e até em peixes. Além disso, cada espécie apresenta uma faixa de normalidade de glicemia".
 
          Raças de cachorro que mais apresentam quadros de diabetes - Algumas raças de cachorro são predispostas a ter diabetes, como poodle, beagle, teckel e pinscher. "Geralmente, as fêmeas com idade acima de sete anos apresentam sintomas da diabetes. Nos gatos, a incidência dessa doença aparece nos machos, obesos, idosos e castrados", explica Cristiane Milward.  
 
Animais diabéticos podem ter vida normal, desde que tenham acompanhamento médico - Tereza Vasconcelos e Cristiane Milward adiantam que "a diabetes mellitus exige tratamento permanente, e a colaboração do responsável pelo animal é imprescindível para o sucesso da terapia. Animais diabéticos, com acompanhamento médico, apresentam qualidade de vida semelhante aos não-diabéticos".
 
Dietas e exercícios também fazem parte do tratamento - Luiz Augusto de Carvalho, Cristiane Milward e Tereza Vasconcelos concluem que: "dieta e exercícios também fazem parte do protocolo de tratamento. Somente o médico veterinário está apto a indicar a terapia mais adequada para pacientes diabéticos".
 
Acadêmico valoriza palestra - Cristiano Teixeira, do 3º período, é carioca da Vila da Penha. Ele gostou dessa palestra e considera, entre outros assuntos, a união do profissional de Medicina Veterinária como um dos destaques da conferência de Luiz Augusto: "O contato com profissionais renomados é bastante importante, e considero que a união agrega valor à classe do médico veterinário. Já vi exemplos de animais abandonados, na Suipa, quando deveriam dar exemplo de acolhimento. Gosto das instalações e do corpo docente da faculdade. Como sugestão, gostaria de ver jornadas acadêmicas, ainda este ano", disse Cristiano.
A carioca Mariana Saraiva Pedro , do 3º período de Medicina Veterinária, adora essa profissão, com destaque para a área de animais silvestres. Por enquanto, Mariana divide seu tempo entre aulas em Caxias e outras em Silva Jardim, onde aprende as técnicas com animais de pequeno e grande porte. Mariana confessa que ainda tem uma segunda paixão dentro da área de Medicina Veterinária: animais silvestres. "Gostei do tema da palestra e tenho a certeza de que tudo ficará mais claro, assim que meu professor apresentar esse assunto, durante o curso. O palestrante nos deu confiança e a certeza de que a bandeira de nossa profissão passa pela união de todos os profissionais. Na Unigranrio, vejo que temos excelentes professores, sempre atentos nas questões do dia-a-dia, quanto na disponibilidade para orientação em pesquisas e iniciação científica", elogia Mariana.
Escola de Medicina Veterinária da Unigranrio: Rua Professor José de Souza Herdy, 1.160, bairro 25 de Agosto, Duque de Caxias. Telefone: (21) 2672.7757, ou emv@unigranrio.com.br.

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