
Alunos da Unigranrio comparecem à palestra sobre diabetes
Veja outras fotos desta matéria
A Escola de Medicina Veterinária da Unigranrio realizou, nesta ultima
quarta-feira, dia 2 de abril, a palestra "Diabetes mellitus em animais de estimação", no auditório
do campus I, em Duque de Caxias. O médico veterinário Luiz Augusto de Carvalho, um dos principais
especialistas brasileiros no tratamento de animais diabéticos, e presidente da Associação Nacional
de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais/RJ (Anclivepa), foi o palestrante desse tema. Tereza
Vasconcelos, Cristiane Milward e Ana Lúcia Crissiúma Juppa, professoras da Escola de Medicina da
Unigranrio, também participaram desse encontro. Cerca de 200 acadêmicos conferiram os ensinamentos
sobre o tema proposto e a carreira de médico veterinário. Silas Herdy e Irineu Machado Benevides
Filho, respectivamente, diretor e coordenador do curso de Medicina Veterinária da Unigranrio,
promoveram essa palestra.
Diabetes mellitus em animais de estimação –
Segundo Luiz Augusto, "esse tipo de diabetes é um dos mais comuns em
animais de estimação, em todo o Brasil. Caracteriza-se pela ausência parcial ou total, de insulina,
na atividade celular". O aumento da glicemia leva às manifestações clínicas que caracterizam a
diabetes. Mesmo em casa, os responsáveis por animais devem ficar atentos a vários sintomas que
caracterizam essa doença: aumento na ingestão de alimentos (polifagia), aumento de volume urinário
(poliúria), aumento na ingestão de água (polidipsia), além de perda de peso. Infecções de pele e
surgimento de catarata bilateral também são comuns em animais diabéticos, explica Tereza
Vasconcelos, professora de Medicina Veterinária da Unigranrio.
Início de diabetes em cães
- na maioria dos casos, a diabetes ocorre a partir de um ano e meio
de vida - Luiz Augusto de Carvalho, ou simplesmente Perna, como é conhecido no mundo da
veterinária, projetou algumas fotos de cachorros portadores de diabetes mellitus. As imagens
impressionam, principalmente quando Perna mostra a situação de um cão da raça poodle, já sem as
duas pernas e com lesões avançadas. "Mostro isso a vocês, com objetivo de chamar a atenção para o
tratamento adequado, e principalmente no momento certo. Recomendo associação de insulinoterapia,
exercícios e dieta. Não se deve utilizar hipoglicemiantes orais em cachorros", recomenda Luiz
Augusto. Ele informa que o surgimento de diabetes em cães ocorre, na maioria dos casos, a partir de
um ano e meio de vida. Quanto à hereditariedade, Perna explica que, nos cães, isso é descartável.
Veterinário 1001 utilidades está em extinção
- Perna utiliza-se de um jargão muito famoso, relacionado ao produto
da Bombril, que era empregado para limpar louças, vidros, ferragens, azulejos, entre outros:
"Acabou a época do veterinário 1001. Hoje há especializações em diversas áreas, o que torna o
atendimento melhor, com maior satisfação da clientela. Estamos aqui para lapidar os acadêmicos,
dando-lhes o melhor caminho dentro da profissão que escolheram", ensina.
Cães não precisam variar alimentação
– os responsáveis por cães devem ficar atentos à procedência de
rações, na hora da compra. "A escolha da marca deve ser acompanhada de orientação de um médico
veterinário. Ao contrário do que a maioria das pessoas acham, cachorro pode passar a vida inteira
com o mesmo tipo de ração, porque esse animal quase não sente gosto. Daí, a possibilidade de vir a
enjoar, pela repetição de uma ração, é mínima", orienta Perna.
Várias espécies de animais apresentam diabetes
- A professora Cristiane Milward, também da Escola de Medicina
Veterinária da Unigranrio, afirma que "além de cães e gatos, várias espécies de animais podem ter
diabetes. Há casos relatados em aves, primatas, e até em peixes. Além disso, cada espécie apresenta
uma faixa de normalidade de glicemia".
Raças de cachorro que mais apresentam quadros de diabetes - Algumas raças de
cachorro são predispostas a ter diabetes, como poodle, beagle, teckel e pinscher. "Geralmente, as
fêmeas com idade acima de sete anos apresentam sintomas da diabetes. Nos gatos, a incidência dessa
doença aparece nos machos, obesos, idosos e castrados", explica Cristiane Milward.
Animais diabéticos podem ter vida normal, desde que tenham
acompanhamento médico
- Tereza Vasconcelos e Cristiane Milward adiantam que "a diabetes
mellitus exige tratamento permanente, e a colaboração do responsável pelo animal é imprescindível
para o sucesso da terapia. Animais diabéticos, com acompanhamento médico, apresentam qualidade de
vida semelhante aos não-diabéticos".
Dietas e exercícios também fazem parte do tratamento
- Luiz Augusto de Carvalho, Cristiane Milward e Tereza Vasconcelos
concluem que: "dieta e exercícios também fazem parte do protocolo de tratamento. Somente o médico
veterinário está apto a indicar a terapia mais adequada para pacientes diabéticos".
Acadêmico valoriza palestra
- Cristiano Teixeira, do 3º período, é carioca da Vila da Penha. Ele
gostou dessa palestra e considera, entre outros assuntos, a união do profissional de Medicina
Veterinária como um dos destaques da conferência de Luiz Augusto: "O contato com profissionais
renomados é bastante importante, e considero que a união agrega valor à classe do médico
veterinário. Já vi exemplos de animais abandonados, na Suipa, quando deveriam dar exemplo de
acolhimento. Gosto das instalações e do corpo docente da faculdade. Como sugestão, gostaria de ver
jornadas acadêmicas, ainda este ano", disse Cristiano.
A carioca Mariana Saraiva Pedro
, do 3º período de Medicina Veterinária, adora essa profissão, com
destaque para a área de animais silvestres. Por enquanto, Mariana divide seu tempo entre aulas em
Caxias e outras em Silva Jardim, onde aprende as técnicas com animais de pequeno e grande porte.
Mariana confessa que ainda tem uma segunda paixão dentro da área de Medicina Veterinária: animais
silvestres. "Gostei do tema da palestra e tenho a certeza de que tudo ficará mais claro, assim que
meu professor apresentar esse assunto, durante o curso. O palestrante nos deu confiança e a certeza
de que a bandeira de nossa profissão passa pela união de todos os profissionais. Na Unigranrio,
vejo que temos excelentes professores, sempre atentos nas questões do dia-a-dia, quanto na
disponibilidade para orientação em pesquisas e iniciação científica", elogia Mariana.
Escola de Medicina
Veterinária da Unigranrio: Rua Professor José de Souza
Herdy, 1.160, bairro 25 de Agosto, Duque de Caxias. Telefone: (21) 2672.7757, ou
emv@unigranrio.com.br.