(21) 3219-4040 | Fale Conosco | Portal Unigranrio

Tássia Di Carvalho emociona plateia composta por alunos de Jornalismo e Publicidade da Unigranrio no evento #Black Talk

Data: 01/04/2019 Por: admin

O evento sobre racismo “#Black Talk – pensando Racismo na Mídia”,  organizado pelos cursos de Publicidade e jornalismo da Unigranrio , ocorrido no último dia 26 de março, contou com ilustres convidados, mas destacamos a palestra da jornalista Tássia Di Carvalho, que abordou o tema “Do propósito ao negócio: o case da Agência Is”. Judson Nascimento,  Carolina Rocha, Valmir Moratelli Cassaro, Seimor Souza, Rayane Soares, Rosane de Souza Ferreira e Nilcemar Ferreira completaram o time de palestrantes dessa jornada.

Tassia pulsa entre as constelações do jornalismo cidadão

Tássia Di Carvalho revelou sua trajetória de luta para conquista profissional, os muitos obstáculos enfrentados ainda dentro de casa, quando sua tia afirmava que teria muitos problemas na faculdade, visto que o número de negros em sala de aula era muito desigual, além da falta de políticas afirmativas. Mas foi a partir do Prouni que Tássia deu um basta ao ligar seu motor empreendedor na linha de seu sonho profissional, com o pé na profissão de jornalista. Há dez anos, Tassia pulsa entre as constelações do jornalismo moderno, sempre antenada na razão  direta dos fatos e das emoções solidárias.

Tássia não esconde os desafios dessa cronologia de vida

E foi com muito orgulho que ela projetou no telão do cinema, durante sua palestra para cerca de 130 alunos, sua carreira profissional, a perda de um emprego no Jornal ODIA, por discriminação, os entraves familiares que podem ser lembrados, por exemplo, no trecho da música “Velha roupa colorida”, de Belchior, onde se lê “A gente se olha, se toca e se cala/E se desentende no instante em que fala”. Tássia,  que não esconde os desafios dessa cronologia de vida, diante da pobreza e da desigualdade, empunha o microfone e emociona a todos da plateia, a cada palavra dita.

Tássia: “Infelizmente, casos sutis de racismo são plenamente toleráveis”

Os olhos da plateia se dirigem para aquela mulher vitoriosa, de adjetivos que nem cabem num único parágrafo. Mas não podemos deixar de dizer o quanto ela é forte e diversificada em seus projetos nas áreas do terceiro setor, cultura e educação. E a persistência por mudança deu muito certo. Essa empreendedora do jornalismo, que já atuou em organizações como Jornal ODIA, Petrobras e BrasilFoundation, disse que vive num país em que “casos sutis de racismo são plenamente toleráveis”.

“Minha mãe sempre me incentivou a estudar e lutar em dobro, para que eu não aceitasse qualquer tipo de racismo”.

Tássia revela também ter sido vítima de violência doméstica e racial. Aos quatro anos de idade, seu pai, que era alcóolatra, agredia sua mãe quase que diariamente. “Minha mãe foi fundamental em minha trajetória, porque fui educada e incentivada a estudar, a lutar em dobro para não aceitar qualquer tipo de racismo. Eu passei fome durante um tempo, mas nunca perdi a esperança por dias melhores”, explica Tássia.

Estatísticas: “Pessoas negras ocupam apenas 6,3% de cargos de gerência”

Tássia faz questão de projetar no telão uma estatística que ainda perdura há décadas; “No Brasil, o mercado de trabalho é totalmente inverso. Pessoas negras ocupam apenas 6,3% de cargos de gerência, 4,7% no quadro executivo, embora representem mais da metade da população brasileira. “O que também dói saber é que recebemos menos que a mulher branca, menos que o homem negro e menos que o homem branco. A falta de oportunidade de trabalho para negros está por todos os lados, na imprensa, na área de publicidade, nas principais empresas, no campo político e em outros lugares”.

Horizonte Aberto

“Quando você chama a mídia para subir na comunidade da Rocinha, para mostrar algum projeto, ninguém quer, mas se tiver qualquer tiroteio, sobram jornalistas. Pensando na democratização da informação, comecei a trabalhar com projetos voltados a pessoas que não tinham dinheiro. Deixo aqui uma mensagem para que combatam contra qualquer tipo de racismo e, ainda, que não aceitem qualquer tipo de opressão. Criem ações inclusivas e lutem sempre”, conclui Tássia.

Source: Feed de notícias Alumni
Tássia Di Carvalho emociona plateia composta por alunos de Jornalismo e Publicidade da Unigranrio no evento #Black Talk